sábado, 22 de junho de 2013

A assignalada Victoria de 21 de Junho

As primeiras notícias sobre a batalha de Vitoria chegaram a Lisboa nos últimos dias de Junho de 1813 e foram publicadas pela Gazeta de Lisboa – o periódico oficial do governo – na sua edição extraordinária de 30 de Junho de 1813. Os despachos oficiais enviados pelo marquês de Wellington só foram publicados pelo mesmo periódico na sua edição extraordinária de 4 de Julho de 1813.
Nesta edição extraordinária apresentaram-se dois despachos de Wellington – assinando com o seu premonitório título português, duque da Victoria – para Dom Miguel Pereira Forjaz, secretário de estado da guerra no governo de Lisboa, relatando as operações do exército aliado e as circunstâncias da batalha.
Estes despachos foram entregues em mão pelo major Conde de Vila Flor, ajudante de campo do marechal Beresford,  marquês de Campo Maior, e que tinha saído no dia 25 de Julho do quartel-general aliado de Irurzun.
Os dados que publicamos abaixo baseiam-se nos mapas relativos às perdas do exército português na batalha de 21 de Junho anexados àqueles despachos, e que também foram publicados no mesmo número da Gazeta.

Mapa dos mortos, feridos e extraviados na ação contra o inimigo ao pé de Victoria no dia 21 de Junho de 1813:

Estado-Maior: 1 tenente-coronel e 1 capitão feridos;
Artilharia: 1 soldado e 1 cavalo morto; 1 soldado ferido;
Cavalaria nº 6: 6 cabos e soldados feridos;
Infantaria nº 1: 1 tambor, 4 cabos e soldados feridos;
Infantaria nº 3: 1 capitão, 1 tenente 1 sargento e 11 cabos e soldados feridos;
Infantaria nº 6: 2 soldados mortos e 16 soldados feridos;
Infantaria nº 9: 2 alferes, e 32 cabos e soldados mortos; 1 major, 3 capitães, 1 tenente, 4 alferes, 1 porta-bandeira, 8 sargentos e 169 cabos e soldados feridos;
Infantaria nº 10: 2 soldados feridos;
Infantaria nº 11: 1 sargento e 24 cabos e soldados mortos; 1 major, 2 capitães, 2 tenentes, 2 alferes, 1 porta-bandeira, 5 sargentos e 128 cabos e soldados feridos;
Infantaria nº 15: 11 cabos e soldados mortos; 1 major, 1 capitão, 1 sargento e 18 cabos e soldados feridos;
Infantaria nº 16: 1 capitão e 7 cabos e soldados mortos; 1 capitão, 1 alferes, e 49 cabos e soldados feridos;  
Infantaria nº 17: 1 sargento, 1 tambor, e 1 soldado mortos; 1 alferes, 1 sargento, e 20 cabos e soldados feridos;
Infantaria nº 21: 2 capitães, e 1 tenente, 1 sargento e 23 cabos e soldados mortos; 3 capitães, 2 tenentes, 5 alferes, 9 sargentos, 196 cabos e soldados feridos;
Infantaria nº 23: 7 cabos e soldados mortos; 1 major, 1 capitão, 2 alferes, 2 sargentos e 68 cabos e soldados feridos;
Caçadores nº 1: 2 soldados mortos e 1 soldado ferido; 
Caçadores nº 4: 1 sargento e 9 cabos e soldados mortos; 1 capitão, 1 alferes, 3 sargentos e 27 cabos e soldados feridos;
Caçadores nº 6: 1 alferes e 1 soldado mortos; 9 cabos e soldados feridos;
Caçadores nº 7: 10 cabos e soldados mortos; 1 capitão, 2 tenentes, 1 alferes e 30 cabos e soldados feridos;
Caçadores nº 8: 7 cabos e soldados mortos; 1 capitão, 1 alferes, 3 sargentos e 46 cabos e soldados feridos;
Caçadores nº 11: 2 cabos e soldados feridos; 2 tenentes, 1 alferes, 2 sargentos e 10 cabos e soldados feridos;

Total da perda portuguesa neste dia:
3 capitães, 1 tenente, 3 alferes, 4 sargentos, 1 tambor e 138 cabos e soldados mortos; um cavalo morto;
1 tenente-coronel, 4 majores, 16 capitães, 10 tenentes, 19 alferes, 2 porta-bandeiras, 35 sargentos, 1 tambor, e 811 cabos e soldados feridos.


(Desenho do capitão Manuel Isidro da Paz. ANTT)
Nomes dos oficiais do Exército Português mortos no dia 21:
Capitão Lynche, de Infantaria nº 16; capitão Manuel Vicente de Sequeira de Infantaria nº 21; o capitão Carlos João de Araújo de Infantaria nº 21; o tenente João Palmer de Infantaria nº 21; os alferes Martinho da C. Rego e João Malheiro de Infantaria nº 9; o alferes António Osório de Caçadores nº 6.

Nomes dos oficiais do Exército Português feridos:
Estado-Maior: o tenente-coronel Harding, DQMG, (gravemente); o capitão Fitzgerald, major de brigada (levemente);
Infantaria nº 3: o capitão Smith (gravemente); o tenente Vicente José Cordeiro (levemente);
Infantaria nº 9: o major Ross; os capitães Mathias José de Sousa, Fernando de Villas Boas (falecido) e Guilherme Cotter; o tenente Martinho Quezado de Villas Boas; os alferes Thomaz José Magiel, Ignacio Lopes Barreto, Joaquim Nunes de Mattos, António Pimenta da Gama; o ajudante Caetano José Gomes;
Infantaria nº 11: o major Donahue (levemente); os capitães João de Gouvea (levemente), Jorge Phiffen (gravemente), os tenentes Manoel dos Santos (gravemente) e Luiz Pinto (levemente); os Alferes José António Ribeiro (levemente), Fernando José de Gouveia (gravemente);
Infantaria nº 15: o major A. Campbell, (gravemente); o capitão Bernardo Baptista (levemente);
Infantaria nº 16: o capitão Manoel José Xavier (levemente); o alferes Fernando Telles da Silva Penalva (levemente);
Infantaria nº 17: o alferes José António da Silva Araújo (levemente);
Infantaria nº 21: os capitães Samuel Jermyn, António José Soares, e Diogo Machado Paes; os tenentes Galbraith e Fernando de Lima Lobo; os alferes João António Pinto, Tristão de Araújo Abreu; António José Soares; Joaquim Pereira d’Eça, José de Oliveira;
Infantaria nº 23: o coronel Thomaz Guilherme Stubbs; o major Francisco de Paula de Azeredo (gravemente); o capitão Francisco José Pereira (levemente); os alferes Salvador da Cunha e Joaquim Ribeiro d’Almeida (levemente);
Caçadores nº 4: o capitão Macgregor (gravemente) e o alferes José de Figueiredo Frazão (levemente);
Caçadores nº 7: o capitão Thomaz Joaquim Pereira Valente (levemente); o tenente Pedro Paulo Ferreira de Sousa (gravemente); o tenente Frederico César de Freitas (levemente); o alferes João Crisóstomo Veloso e Horta (levemente);
Caçadores nº 8: o capitão António Carlos Pereira de Macedo (gravemente), o alferes José Joaquim da Silva Pereira (gravemente);
Caçadores nº 11: os tenentes António Rodrigues da Silva, Pedro de Magalhães Peixoto; o alferes António Justiniano Vidal;

Nota: Nos periódicos da época é frequente que os nomes dos oficiais apareçam escritos de forma errada, o que deriva principalmente da transcrição de manuscritos. Assim procurou-se compará-los com outras fontes e obter os nomes corretos, corrigindo a lista publicada na Gazeta quando possível. Para os oficiais britânicos recorreu-se a vários artigos da autoria de João Torres Centeno e ao «Peninsula Roll Call» de Lionel Challis publicado no site Napoleon Series.





sexta-feira, 21 de junho de 2013

Vozes de Vitoria: José Jorge Loureiro

«Tudo foram manobras e atiradores.»

Durante a campanha que se iniciou em Maio de 1813, e que levaria o exército anglo-luso até às fronteiras da França, José Jorge Loureiro foi alferes do regimento de infantaria nº4 e ajudante de campo do brigadeiro britânico ao serviço de Portugal, Archibald Campbell, e foi nesta condição que assistiu à decisiva batalha de Vitoria, travada a 21 de Junho de 1813.
O brigadeiro Campbell comandava a brigada portuguesa composta pelos regimentos de infantaria nº 4 e nº 10 e pelo batalhão de caçadores nº 10, parte da divisão portuguesa comandada pelo General Francisco da Silveira, Conde de Amarante.
A divisão portuguesa fazia parte do corpo comandado pelo general Rowland Hill que na batalha de Vitoria constituiu a ala direita do exército aliado.


A brigada Campbell manteve-se durante a batalha numa posição de reserva na ala direita da linha aliada.
Durante este período da sua vida, Loureiro manteve correspondência com o seu cunhado e amigo Ernesto Biester, e é precisamente numa dessas cartas que Loureiro deu a sua visão sobre os acontecimentos de Vitoria. Foi publicada originalmente por Mendes Leal Junior na Revista Contemporânea de Portugal e Brazil, segundo ano, abril de 1860, I, Lisboa, p. 100 e seguintes.

Transcreve-mos, atualizando a ortografia, este raro testemunho presencial de um oficial português.

Campo junto a Salvaterra, 23 de Junho, de 1813.

Querido Ernesto

Apresso-me a participar-te os acontecimentos do dia 21 do corrente, o dia mais glorioso que até agora tem tido os exércitos aliados neste país. Como deves querer circunstanciadamente saber o acontecido, vou dizer-te o que presenciei, e o que tenho ouvido depois.
No dia 21 avançou todo o exército das margens do Bayas em diferentes colunas sobre Vitória. O corpo do general Hill fazia a direita de todo o exército, e como tinha menos a marchar foi o primeiro que encontrou a esquerda do inimigo, o qual tinha esta numa montanha, e fazia uma linha obliqua com a direita cobrindo Vitória. Sobre outras montanhas, junto à estrada real de Bayona todo o exército inimigo estava em posição. Tinha na frente da sua esquerda um denso bosque, que pretendeu disputar com caçadores. Logo que chegamos, principiou-se o ataque com uma brigada inglesa, e a minha divisão fazendo a reserva. As outras brigadas vagarosamente subiam uma escarpada montanha para tornear o inimigo. Como o resto do exército ainda não tinha chegado aos pontos determinados, o nosso ataque foi muito demorado e de entretenimento. Os franceses com coragem e êxito defendiam o bosque somente com atiradores, apoiados por alguma artilharia sobre a estrada, a qual não nos fez dano algum. Continuou por espaço de duas horas o ataque desta maneira, até que o general Graham, tendo pela nossa esquerda torneado o inimigo, começou também o seu ataque. Então fez-se a ação geral. Os franceses, que esperavam o ataque todo na sua esquerda, vendo-se de repente torneados, começaram a retirar a sua direita já em bastante confusão. A este tempo tinha a nossa direita avançado bastantemente sobre a montanha, e vendo-se a esquerda inimiga a ponto de ser igualmente flanqueada, começou também com muita celeridade e confusão a sua retirada. A minha brigada, que protegia a brigada inglesa que fazia o ataque, marchou no alcance dos franceses, assim como todo o exército. Como o terreno era todo cultivado e com muitas valas para marcaras terras e dar vazante às águas dos montes, nunca podemos ir com a velocidade necessária; e eles aproveitaram-se da ordem em que nós marchávamos para se debandarem e tornarem a reunir-se noutro ponto. O terreno era-lhes tão favorável, que apresentava a cada passo pequenas posições, das quais foram sempre desalojados por atiradores, e manobras, com as quais se achavam a cada passo correndo perigo de serem cortados por ambos os flancos. Durou a perseguição todo o dia até noite fechada, e no espaço de duas léguas e meia, contando do lugar onde começou a ação. Deixaram livre a estrada de Bayona, e retiraram-se pelo caminho real de Pamplona, no qual nós hoje estamos em seu seguimento. Perderam 105 peças de artilharia com os seus pertences, e mais de 2000 carros de bagagem, quase todas as do exército. O rei José perdeu também toda a sua dentro de Vitória, assim como 24 criados. Só escaparam os cavalos à mão. Fizemos 700 a 800 prisioneiros, e 180 oficiais. Os generais Sourry e Grenier mortos, e 2 prisioneiros (ignoro os nomes). Os nossos soldados estão cheios de riquezas do saque. A nossa perda em mortos e feridos é maior que a do inimigo; porém os feridos são quase todos levemente. Não há general nenhum nosso ferido. A maneira com que o inimigo retirou é vergonhosissima. A posição que tomou, e o modo com que se deixou flanquear não dá crédito algum aos seus generais. A minha brigada, ainda que não entrou em fogo, fez um serviço nada pequeno, pois marchando com velocidade incrível ameaçou sempre muito de perto a esquerda do inimigo.
Há 23 dias que marchamos sem fazer alto, e creio não o fazermos sem irmos a Pamplona.
A ação começou às 11 da manhã, tornou-se geral pelas duas, e acabou à noite.
Não houve ataque nenhum regular. Tudo foram manobras e atiradores.

Adeus Amigo

Loureiro

quarta-feira, 12 de junho de 2013

The Side Door

In its Memórias Arqueológico-Históricas do Districto de Bragança, the Abbot of Baçal (Francisco Manuel Alves, 1865-1947) references a curious occurrence with which he illustrates the passage of the Anglo-Portuguese allied army trough the lands of Miranda do Douro: an inscription, in cursive characters, on the side door of the Mother Church of Malhadas:

Gen. Lecor
Maio 24, 1813



Mother Church Malhadas (photo taken
from http://miranda_do_douro.voila.net/malhadas.htm)
The same notable historian says that it was general Lecor himself who wrote it.

This detail from History, seen through a magnifying glass, is about the then Marechal de Campo (Major General) Carlos Frederico Lecor (1764-1836), commander of the Portuguese Brigade of the 7th Division, made up of the Infantry Regiments n.º  7 and 19 (respectively, from Setúbal and Cascais) and the Caçadores Battalion n.º 2 (from Moura). The brigade, which in July of that year will be numbered as the 6th, 2,102 strong (according to data of the previous month, had just arrived at Malhadas, located about 10 kilometers from Miranda do Douro, where all the 7th Division, commanded by Lord Dalhousie, had been sent.

Moving away the magnifying glass, letting us see the bigger picture, this brigade had set off from Moimenta da Beira, in May 14, together with the 3rd Division, after having there their winter quarters following the end of the 1812 campaign. The orders, transmitted the day before by the Marquis of Wellington, or “Douro”, as he was known among our soldiers, gave orders to all the army to group in two large troop agglomerates; one, under the command of Sir Rowland Hill, around Ciudad Rodrigo, making for the right wing, and another, larger, to the care of general Sir Thomas Graham, in the Portuguese Northeast frontier, in the district of Bragança, with the ambitious goal to fulfill Wellington’s plan for 1813.

The concentration in the northeastern border was done in three distinct points:
- Bragança, to the North (with the Spanish Galician Division to the left), made up of the Anson’s and Ponsoby’s heavy cavalry brigades, coming from Braga and Guimarães, which they left the 13rd and the 17th of May, the 1st Infantry Division (exclusively British), from Viseu and Mangualde on the 23th, and the Pack’s independent Portuguese brigade (future 1st Infantry Brigade), from Penafiel also on the 13th. These units arrived between the 22nd and the 23rd of May;
- Vimioso & Outeiro, to the center, made up of D’Urban’s Portuguese light cavalry brigade and Bock’s German heavy cavalry brigade, from Santo Tirso on the 14th May, the 3rd and 5th Infantry Divisions [1], from Moimenta da Beira (on the 16th) and Lamego (14th), through São João da Pesqueira, where they crossed the Douro; and, finally, Bradford’s Portuguese independent brigade (future 10th). According to the Supplementary Dispatches, their date of arrival to Vimioso and Outeiro occured between the 21st and the 24th of May;
- Miranda do Douro e Malhadas, to the South, formed by Grant’s Hussards brigade, the 4th, 6th and 7th Infantry Divisions [2] coming from the areas of São João da Pesqueira [3], Seia and Moimenta da Beira. The last two divisions departed their winter quarters on the 14th of May and arrived to their sdestinies on the 23rd and 24th, crossing the Douro in the barge of Pocinho. The Hussards Brigade, as referred in the Orders, arrived at Miranda either on the 26th or the 27th, with no indication of origin.

Most of the artillery allocated to the left wing of the army, not belonging to any division, like the 18 pdr. Portuguese Brigade or the Reserve Brigade, or the Pontoon train for the crossing of large rivers, moved to Miranda do Douro.

Having arrived to these points, all this left wing of the army, made up from the vast majority of all the resources of the allied forces, was ready to, in three columns, each departing from the areas described before, penetrate in Spanish territory and fulfill Wellington’s Plan. On the 26th of May, all these troops began their march, with their respective cavalry in the vanguard.

Coming back to our beginning, I am nor sure of the intentions of one of its brigade commanders, when he wrote his name and the date, or had it written, on the side door of the  Mother Church of Malhadas, a simple temple, of gothic design, dedicated to Our Lady of the Expectation, in that day of the 24 May. This door is hidden by a porch and gives direct access to the only nave of the church; a simple identification would not have been the objective; it was highly unlikely that he would place there the brigade headquarters. I can only imagine that it was a promise, ‘encomenda da alma’, the request to Our Lady for intercession. If that is the case, it seems only fitting that it was made to the facet f the Marian cult that celebrates the future, what will come, the expectation.


[1] Each one of these divisions had a Portuguese Infantry brigade: In the 3rd Division, Power’s Brigade (future 8th Brigade: Regimentos de Infantaria n.º 9 e 21 & Batalhão de Caçadores n.º 12), and in the 5th, Spry’s Brigade (future 3rd: Infantaria 3 e 15 e Caçadores 8).

[2] Each one of these divisions had a Portuguese Infantry brigade: in the 4th, Stubb’s Brigade (futura 9th: Infantaria 11 e 23 e Caçadores 7); in the 6th Madden’s Brigade (future 7th: Infantaria 8 e 12 e Caçadores 9), and in the 7th, Lecor’s Brigade (future 6th: Infantaria 7 e 19 e Caçadores 2)..

[3] The several sources I've consulted cannot permit to locate the exact place where the 4th Division quartered for the Winter, but Oman places it close to the river Douro, somewhere around Moimenta da beira and São João da Pesqueira. Anyway, and still according to Sir Charles Oman, the headquarters of this devision was located in São João da Pesqueira, by early December of the previous year.
 


Bibliography

- Supplementary despatches and memoranda of Field Marshal Arthur, duke of Wellington, K. G (Volume 14), John Murray: Londres, 1872;

- Abade do Baçal, Memorias archeologico-historicas do districto de Bragança : ou repositorio amplo de noticias chorographicas (vol. 4), Coimbra : Imprensa da Universidade, 1911-1918;

- René Chartrand, The Portuguese Army of the Napoleonic Wars (v. 3) (Col. Men-at-Arms, n.ºs 343), Oxford, Osprey Pub., 2000;

- Sir Charles Oman, A History of the Peninsular War (Volume VI), Green Hill Books: Londres, 1996 (1922).