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terça-feira, 4 de junho de 2013

O Dispositivo Francês

O rei José Bonaparte num primeiro momento podia concentrar na margem direita do Douro cerca de 55000 homens para enfrentar as forças aliadas vindas de Portugal e da Galiza e que somavam cerca de 100000 homens. Nas vésperas do início da campanha essas forças francesas encontravam-se dispostas de acordo com o mapa abaixo:



(Nota: as posições aliadas a azul são meramente indicativas)

A seguir detalha-se a força aproximada de cada uma dessas grandes unidades:

Valladolid: Quartel-General do Rei José com a sua Guarda – c. 2500 homens

Medina del Rio Seco: Quartel-General do general Reille (Armée du Portugal); divisão
Darmagnac (Armée du Centre) – c. 5000 homens

Palencia: Brigada da divisão Maucune (Armée du Portugal) – c. 2500 homens

Burgos: Brigada da divisão Maucune (Armée du Portugal) – c. 2500 homens

Vigiando as estradas vindas da Galiza: Divisão de dragões Boyer (Armée du Portugal) – c.1500 homens; divisão de cavalaria Mermet (Armée du Portugal) – c. 1800 homens

Zamora: Brigada da divisão Darricau (Armée du Midi) – c. 2000 homens; divisão de dragões Digeon (Armée du Midi) – c. 1800 homens

Toro: Brigada da divisão Darricau (Armée du Midi) – c. 2000 homens

Salamanca: Divisão Villatte (Armée du Midi) – c. 6000 homens

Avila: Divisão Conroux (Armée du Midi) – c. 6500 homens

Arevalo: Quartel-General do general Gazan (Armée du Midi); divisão de dragões Tilly (Armée du Midi) – c. 2000 homens

Madrid: Divisão Leval (Armée du Midi) – c. 5000 homens

Toledo: Brigada Maransin (Armée du Midi) – c. 3000 homens e divisão de cavalaria Pierre Soult (Armée du Midi) – c. 1600 homens

Segovia: Quartel-General do general D’Erlon (Armée du Centre); divisão Cassagne (Armée du Centre) – c. 5000 homens; divisão de cavalaria Treillard (Armée du Centre) – c. 1500 homens

Num segundo momento o rei José e o marechal Jourdan esperavam poder contar com cerca de 35000 homens comandadas pelo general Clausel, ou seja as restantes divisões de l'Armée du Portugal e l'Armée du Nord. No momento em que a campanha se iniciava estas forças encontravam-se ocupadas combatendo a insurreição espanhola nas províncias da Biscaia, Navarra e Aragão ou defendendo as linhas de comunicação com a França. Assim:

Defendendo as comunicações entre Burgos e Miranda del Ebro: divisão Lamartinière (l'Armée du Portugal) - c. 6500 homens

Defendendo as comunicações entre Bilbau e Miranda del Ebro: divisão Sarrut (l'Armée du Portugal) - c. 4800 homens

Combatendo a insurreição na Biscaia: divisão Foy (l'Armée du Portugal) - c. 4500 homens

Combatendo os bandos guerrilheiros de Mina em Navarra : força comandada por Clausel composta pelas divisões Taupin e Barbot, de l'Armée du Portugal, e as divisões Abbé e Vandermaesen de l'Armée du Nord - c. 20000 homens

Só com a reunião de todas as forças francesas no norte de Espanha (exceto as várias guarnições) o comando francês se achava em condições de se engajar numa batalha, que anteviam só possível na área de Burgos ou sobre o Ebro, e que também ele considerava decisiva.

Bibliografia:
Sir Charles Oman, A History of the Peninsular War, volume VI.
Memoires et Correspondance Politique et Militaire du Roi Joseph, tome neuviéme.
Mémoires Militaires du Maréchal Jourdan (Guerre d'Espagne).

domingo, 2 de junho de 2013

O Imperador Quer!

L’Empereur veut plus que jamais, Monsieur le maréchal, que les mouvements de ses armées em Espagne soient dirigés dans le but de protéger et de couvrir les frontières de l’empire.[1]

Estas palavras do general Clarke, ministro da Guerra do governo francês, escritas ao marechal Jourdan, revelam sem margem para dúvidas o papel estratégico atribuído por Napoleão às forças francesas em Espanha durante 1813. Após a derrota na Rússia e com o seu domínio na Europa central ameaçado esse papel era necessariamente defensivo e de expetativa.


Retrato do rei José Bonaparte em uniforme de oficial espanhol

O rei José Bonaparte, colocado no trono de Espanha pelo irmão, era formalmente o comandante supremo dos exércitos franceses em Espanha tendo como conselheiro militar o marechal Jourdan. Mas a autonomia do rei José na definição das operações militares em Espanha sempre foi limitada pelo próprio Napoleão que lhe enviava ordens peremptórias, fazendo-o também diretamente aos diversos generais no terreno, minando a autoridade do rei. O poder político de José, sempre débil e dependente dos exércitos franceses, era nesta altura quase nulo, consequência sobretudo da campanha aliada de 1812, liderada por Wellington, que obrigou ao abandono pelos franceses de todo o sul de Espanha e levou ao recrudescimento da atividade dos bandos guerrilheiros no norte.

Na primavera de 1813 as forças francesas em Espanha encontravam-se divididas em seis exércitos, dois deles colocados na costa leste, l’Armée de Catalogne e l’Armée de Valence, sob o comando do marechal Suchet e que enfrentavam os exércitos espanhóis e a uma força anglo-siciliana naquela área. No norte e centro de Espanha encontravam-se l’Armée du Nord, comandado pelo general Clausel, l‘Armée du Centre, do general D’Erlon, l’Armée du Midi, do general Gazan e l’Armée du Portugal, comandado pelo general Reille.

Nesta altura, consubstanciando a sua visão estratégica para a Espanha, Napoleão ordenou ao rei José que transferisse o seu quartel-general de Madrid para Valladolid e dispusesse os exércitos do Centro e do Sul entre Madrid e Zamora para vigiar as forças aliadas, já comandadas superiormente por Wellington. Ao exército do Norte e a grande parte do de Portugal, reunidos sob o comando do general Clausel, reservava a difícil tarefa de sufocar a insurreição que grassava na Biscaia, Pais Basco, Navarra e Aragão. Napoleão considerava esta ação prioritária de forma a manter livres as comunicações com a França e obter recursos para os seus exércitos.

Além disso, Napoleão retirou dos exércitos de Espanha um considerável número de quadros e unidades para refazer o seu Grand Armée. As ordens vindas de Paris chegavam a Madrid com semanas ou mesmo meses de atraso devido à ação das guerrilhas espanholas e eram postas em prática demasiado tarde ou já estavam completamente desajustadas da realidade.


Marechal Jean-Baptiste Jourdan

Assim, em Maio de 1813, o estado de espírito do rei José e do seu estado-maior em Valladolid era marcado pela expetativa e apreensão. Esperavam que Wellington iniciasse a qualquer momento o seu movimento ofensivo para depois reagirem em conformidade, antevendo já dificuldades pois o cumprimento das ordens de Napoleão reduziu a força disponível para enfrentar no imediato os aliados para cerca de 50.000 homens. Ora este era um número claramente inferior ao das forças comandadas por Wellington.

Por outro lado as forças francesas encontravam-se dispostas entre Zamora e Toledo passando por Salamanca e Madrid. Era notório que a necessária concentração dessas forças tão dispersas seria problemática.

O estado-maior francês considerava que a direção mais provável do principal avanço aliado seria por Salamanca e daí sobre o Douro. Antecipando essa possibilidade tinha preparado um plano de concentração das forças francesas destinado a enfrentar os aliados na linha do Douro, calculando que essa concentração demoraria uma semana a contar do momento em que fossem conhecidos os movimentos de Wellington. Mesmo depois da concentração sobre a linha do Douro o estado-maior francês considerava que só seria possível aceitar batalha quando a essas forças se tivessem reunido as do general Clausel.

Assim resumimos de forma necessariamente breve a situação militar francesa em Espanha nas vésperas da campanha que iria decidir a sorte da Península.

Bibliografia:
Sir Charles Oman, A History of the Peninsular War, volume VI.
Mémoires et Correspondance Politique et Militaire du Roi Joseph, tome neuviéme.
Mémoires Militaires du Maréchal Jourdan (Guerre d'Espagne).




[1] Carta de Clarke para Jourdan de 16 de Março de 1813, in Mémoires et Correspondance Politique et Militaire du Roi Joseph, tome neuviéme, 1854, p. 220.

sábado, 1 de junho de 2013

Farewell Portugal! (English version)

200 years have passed, last May 22nd, over the entrance of the future Duke of Wellington into Spain, leaving Portugal never to return again, symbolically marking the beginning of the glorious allied campaign of 1813 which result would be the liberation of the Iberian Peninsula from Napoleonic rule.

The narrative tradition of the Peninsular War tells us that the duke, as he crossed the rivulet that marks the Spanish-Portuguese border, shouted:

Farewell Portugal! I shall never see you again.

The expression appears for the first time, although simply Farewell Portugal, in the fifth volume of the classic work by Sir William Napier, History of the War in the Peninsula and the south of France:

«A grand design and grandly it was executed! For high in heart and strong of hand, Wellington’s veterans marched to the encounter, the glories of twelve victories played about their bayonets, and he their leader was so proud and confident, that in passing the stream which marks the frontier of Spain, he rose in his stirrups and waving his hand, cried out «Farewell Portugal!.»[1]

This act seems not to fit with Wellington’s personality and the grandiloquence of Napier makes us at times suspect of its likelihood.


Watercourse near Castro de Alcañices, next to the Portuguese-Spanish border, in the path that connects Miranda do Douro to the river Esla.
(Photo: Paulino Preto)

Recently, following a discussion on the subject, Steven H. Smith, collaborator  in the forum of the website Napoleon Series,indicated the work The life of Wellington: the restoration of the martial power of Great Britain, by Sir Herbert Eustace Maxwell (Bart.), where one can find explained the origin of the story and the source used by Napier.

It seems that the story was told to Napier by Sir Rufane Donkin, who heard it told by General Sir Thomas Picton, considered the truth in person. We leave here the quotation of the letter’s excerpt from Donkin to Napier:

«Picton told me a strange story. He was riding with Lord W. at the head of the advanced guard, when they crossed a rivulet which was the boundary of Portugal; on which Wellington turned round his horse, took off his hat, and said 'Farewell, Portugal! I shall never see you again.' This was so theatrical — so unlike Wellington — that I should say at once it cannot he true; but Picton, who told it me, was truth itself" (unpublished letter from Sir R. Donkin to Col. William Napier).»[2]

It is known that Wellington entered Spain in May 22nd 1813 through the border from the Beira to Ciudad Rodrigo, and at that time General Picton was in Trás-os-Montes commanding the 3rd Division, part of the left wing of the allied army. Wellington only unites his left wing on the 30th when it was already in Spain, on the banks of the river Esla. It seems to me that if the story, told in second hand by Donkin, has any truth to it, it must have had taken place in the frontier area between Trás os Montes and Zamora, but not with Wellington at the vanguard of its army.
Napier didn’t lose the opportunity to use the story to ‘gold plate’ his narrative and from there the episode appears described in the numerous biographies of Wellington, as well as in many other works on the Peninsular War.

(Text by Moisés Gaudêncio [read it in Portuguese] | translation by Jorge Quinta-Nova)



[1] History of the War in the Peninsula and the south of France, por Sir William Napier. 1836, Vol. 5, p. 513.


[2]The life of Wellington: The restoration of the martial power of Great Britain por Sir Herbert Eustace Maxwell (Bart.). (4th edition, 1900), Vol. 1, p. 310.


sábado, 25 de maio de 2013

A Porta Lateral

Nas suas Memórias Arqueológico-Históricas do Districto de Bragança, o Abade do Baçal (Francisco Manuel Alves, 1865-1947) faz referência a uma curiosa ocorrência com que ilustra a passagem do exército aliado anglo-português por terras mirandesas: um inscrição, em caracteres cursivos, na porta lateral da Igreja Matriz de Malhadas:

Gen. Lecor
Maio 24, 1813



Igreja Matriz de Malhadas (foto retirada de

http://miranda_do_douro.voila.net/malhadas.htm)
Indica o insigne historiador bragantino que fora o próprio general Lecor quem o escrevera. 

Este pormenor da História, visto à lupa, diz respeito ao então Marechal de Campo (hoje Major-General) Carlos Frederico Lecor (1764-1836), comandante da brigada portuguesa da 7.ª Divisão, constituída pelos Regimentos de Infantaria n.º 7 e 19 (respetivamente, de Setúbal  e Cascais) e o batalhão de Caçadores n.º 2 (de Moura). A brigada, que em julho desse ano será numerada como a 6.ª, forte de 2,102 homens (de acordo com dados do mês anterior), acabava de chegar a Malhadas, localizada a cerca de 10 quilómetros de Miranda do Douro, para onde fora enviada toda a 7.ª Divisão, comandada pelo Lord Dalhousie.

Afastando a lupa, deixando ver o mapa maior, esta brigada tinha partido de Moimenta da Serra, a 14 de maio, junto com a 3.ª Divisão, após lá ter invernado no seguimento do fim da campanha de 1812. As ordens, emitidas no dia anterior pelo Marquês de Wellington, ou ‘Douro’, como era conhecido entre os nossos soldados, ordenaram todo o exército a agrupar-se em dois grandes aglomerados de tropas: um primeiro, sobre o comando do general Sir Rowland Hill, em torno de Ciudad Rodrigo, constituindo a ala direita, e outro, o maior, aos cuidados do general Sir Thomas Graham, na fronteira nordeste portuguesa, no distrito de Bragança, com o ambicioso objetivo de fazer cumprir o Plano de Wellington para 1813.

A concentração na fronteira nordeste fez-se em três pontos distintos:
- Bragança, mais a norte (com a Divisão espanhola da Galiza à esquerda), constituída pelas Brigadas de cavalaria pesada de Anson e Ponsoby, vindas respetivamente de Braga e Guimarães, de onde partiram a 13 e 17 de maio, a 1.ª Divisão de infantaria (exclusivamente britânica), vinda de Viseu e Mangualde a 13, e a Brigada portuguesa independente de Pack (futura 1.ª Brigada de infantaria), vinda de Penafiel também a 13. Estes unidades chegaram entres os dias 22 e 23 de maio;
- Vimioso & Outeiro, ao centro, constituída pela Brigada portuguesa de cavalaria ligeira de D’Urban e pela Brigada de cavalaria pesada alemã de Bock, vinda de Santo Tirso no dia 14 de maio, as 3.ª e 5.ª Divisões de infantaria [1], vindas respetivamente de Moimenta da Beira (a 16 de maio) e Lamego (a 14), por via de São João da Pesqueira, onde atravessaram o Douro; e, finalmente, a Brigada portuguesa independente de infantaria de Bradford (futura 10 .ª). De acordo com os Supplementary Dispatches, a sua data de chegada a Vimioso e Outeiro ocorreu entre os dias 21 a 24 de maio;
- Miranda do Douro e Malhadas, ao sul, formada pela Brigada de cavalaria Hussarda de Grant, as 4.ª, 6.ª e 7.ª Divisões de Infantaria [2], vindas da área de São João da Pesqueira [3], de Seia e de Moimenta da Serra. As duas últimas divisões partiram dos seus locais de acantonamento no dia 14 de maio e chegaram ao seu destino nos dias 23 e 24, respetivamente, cruzando o Douro na barca de Pocinho. A Brigada dos Hussardos, como é referida nas ordens, terá chegado a Miranda ou a 26 ou 27, sem indicação nas fontes de onde terá partido.

Grande parte da artilharia não agregada às divisões, e que estava alocada a esta ala, como a brigada portuguesa de 18 libras e a Brigada de reserva, ou o trem de pontão para a travessia de rios, deslocou-se para Miranda do Douro.

Chegados aos seus pontos de reunião, toda esta ala esquerda do exército, constituída pela grande maioria dos recursos do exército aliado, estava pronta para, em três colunas, cada uma delas partindo das áreas descritas acima, penetrar em território espanhol e cumprir o Plano de Wellington. A 26 de maio, todas estas tropas colocaram-se em movimento, com as respetivas forças de cavalaria na vanguarda.

Voltando ao início, não sei qual a intenção de um dos seus comandantes de brigada, Carlos Frederico Lecor, escrever ou mandar escrever o seu nome e a data na porta lateral da Igreja Matriz de Malhadas, um templo simples, de traça gótica, dedicado a Nossa Senhora da Expectação, naquele dia de 24 de maio, e que ontem cumpriu o seu humilde bicentenário.
Essa porta é escondida por um alpendre e dá acesso direto à nave única da igreja, pelo que não tinha como objetivo decerto a identificação; pouco provável seria também que Lecor ali posicionasse o comando da brigada ou ali ficasse a residir. Posso apenas calcular que tenha sido promessa, ou a encomenda da alma, ou o pedido de intercessão à Nossa Senhora pelo futuro. Se assim for, parece-me adequado que seja feito àquela faceta do culto mariano que celebra o porvir, o que virá, a expectação.


[1] Cada uma destas divisões tinha uma brigada portuguesa de infantaria, na 3.ª Divisão, a Brigada de Power (futura 8.ª Brigada: Regimentos de Infantaria n.º 9 e 21 e Batalhão de Caçadores n.º 12), e na 5.ª, a Brigada de Spry (futura 3.ª Brigada: Infantaria 3 e 15 e Caçadores 8).


[2] Cada uma destas divisões tinha uma brigada portuguesa de infantaria, na 4.ª Divisão, a Brigada de Stubbs (futura 9.ª Brigada: Infantaria 11 e 23 e Caçadores 7); na 6.ª a Brigada de Madden (futura 7.ª Brigada: Infantaria 8 e 12 e Caçadores 9), e na 7.ª, a Brigada de Lecor (futura 6.ª Brigada: Infantaria 7 e 19 e Caçadores 2).


[3] As várias fontes consultadas não permitem identificar a localização exata onde a 4.ª Divisão invernou, mas Oman coloca-a junto ao rio Douro, algures na área de Moimenta da Beira e São João da Pesqueira. Seja como for, e ainde de acordo com Oman, o quartel general desta divisão estava localizado em São João da Pesqueira, em início de dezembro do ano anterior.
 


Bibliografia

- Supplementary despatches and memoranda of Field Marshal Arthur, duke of Wellington, K. G (Volume 14), John Murray: Londres, 1872;

- Abade do Baçal, Memorias archeologico-historicas do districto de Bragança : ou repositorio amplo de noticias chorographicas (vol. 4), Coimbra : Imprensa da Universidade, 1911-1918;

- René Chartrand, The Portuguese Army of the Napoleonic Wars (v. 3) (Col. Men-at-Arms, n.ºs 343), Oxford, Osprey Pub., 2000;

- Sir Charles Oman, A History of the Peninsular War (Volume VI), Green Hill Books: Londres, 1996 (1922).